Dicas

Tripés: Qual escolher?

Se você decidiu levar a fotografia a sério, um dos primeiros acessórios que comprará para a sua câmera será um tripé. Esse acessório permitirá que sua câmera esteja perfeitamente estável ao mesmo tempo que te oferece o enquadramento ideal para aquela fotografia com maior exposição ou sequenciais que dariam muito trabalho de alinhar pelo computador.

Escolhendo um tripé:

Quando comparados a outros acessórios fotográficos, tripés são relativamente baratos. Os modelos mais simples, que servirão bem na maioria das situações não costumam custar mais que R$100,00. Mesmo os tripés mais sofisticados, com cabeça hidráulica e que sustentam câmeras mais pesadas, podem ser adquiridos a partir de R$300,00, nada mal quando se leva em conta que esse é o preço de algumas das lentes mais baratas.

As roscas de tripé são universais, portanto qualquer tripé será compatível com a sua câmera, o que lhe dará a liberdade de escolher o modelo que melhor atender suas necessidades. Veja se ele é firme o suficiente para sustentar seguramente o peso do seu equipamento. Não esqueça que algumas lentes maiores vão alterar consideravelmente o centro de gravidade da sua câmera e um tripé muito leve poderá perder o equilíbrio ou perder a estabilidade.

Por último, não esqueça também de escolher um tripé que seja compatível com a sua altura. Esse detalhe pode passar despercebido por alguns fotógrafos mais altos e o seu uso pode ser frustrante em algumas situações.

Por que todo fotógrafo precisa de um tripé?

Mesmo os fotógrafos que os utilizam muito pouco reconhecem que ter um tripé é fundamental. Mesmo que você não tenha planos de fotografar longas exposições frequentemente, eventualmente você precisará utilizar um tripé e, quando esse dia chegar, é importante que se tenha prática com o equipamento.

Saber usar os tripés é fundamental para conseguir nitidez em algumas cenas. Na teoria parece muito simples, basta extender as pernas, rosquear a câmera e fotografar, mas o processo não é tão simples. Conseguir o enquadramento desejado e estabilizar corretamente a câmera no tripé e o tripé na superfície pode consumir mais tempo do que o esperado na base da tentativa e erro. Durante esse tempo perdido o fotógrafo pode perder o acontecimento mais importante da cena ou ter que corrigir o enquadramento na pós-produção.

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Há ainda diversos fatores que exigem prática, como qual será a lente utilizada, a orientação da câmera, se há vento suficiente para fazer com que a estrutura “trema” e diversos outros que cobriremos com mais detalhes em breve.

ISO na fotografia digital

Em textos anteriores já falamos sobre a velocidade de obturação e abertura, ambos relacionados à entrada de luz no sensor da câmera. Esses dois elementos da fotografia devem ser regulados em conjunto de acordo com a situação fotografada. Existe ainda um terceiro elemento muito importante na exposição fotográfica, o ISO, antigamente chamado de ASA.

O ISO, na fotografia digital, é medido em valores equivalentes aos da fotografia analógica. O ISO expressa o quão sensível o sensor será à luz captada; um ISO mais alto resulta em um sensor que necessita de menos luz, fazendo com que seja possível fotografar em ambientes com menos iluminação.

Infelizmente essa possibilidade de fotografar com pouca luz não vem de graça. O preço é pago em forma de “ruído” na fotografia. Ao aumentar a sensibilidade do sensor à luz, o ISO também deixa a câmera mais suscetível a esses ruídos e, portanto, a regra geral é a de que se fotografe com o menor ISO possível, utilizando as outras configurações de exposição (abertura e velocidade de obturação) para fornecer mais luz ao sensor. Sempre que possível ilumine a cena adequadamente e mantenha o ISO baixo.

Velocidade do obturador

A maneira mais básica de definir o que é a velocidade do obturador é dizendo que se trata da quantidade de tempo em que o obturador permanece aberto durante a captura da imagem. Quanto menor o tempo, maior a velocidade. Na época da fotografia analógica esse era o período em que o filme ficava exposto à cena. Similarmente, na fotografia digital é o tempo em que o sensor “enxerga” a cena que você pretende capturar.

A velocidade do obturador é medida em segundos, ou na maioria dos casos, em frações de segundos. Quanto maior for o número, mais tempo o sensor ficará exposto, portanto dizemos que esse é um dos fatores de uma exposição maior. Lembre-se que em uma fração quanto maior for o divisor, menor é o número. Uma exposição de 1/500 é muito mais rápida e expõe o sensor por muito menos tempo que uma 1/15, por exemplo.

Uma velocidade maior que 1/60 é recomendável para a maioria das fotografias. Normalmente as velocidades disponíveis nas câmeras serão aproximadamente dobradas a cada configuração. Assim, as velocidades serão, da menor para a maior, 1/8, 1/15, 1/30, 1/60, 1/125, 1/250, 1/500, 1/1000, por representarem tempos cada vez menores. Essa disposição é útil pois a quantidade de luz capturada a cada aumento de velocidade diminui proporcionalmente. Por isso a velocidade de obturação precisa ser constantemente compensada pela abertura.

Quanto mais rápida for a obturação, mais “congelada” estará a cena, eliminando quaisquer borrões por movimentos. Na maioria das vezes não há o que escolher quanto à velocidade de obturação, uma configuração errada te dará uma imagem muito escura ou borrada. Em alguns casos essa é uma escolha criativa a ser feita pelo fotógrafo. Este é um dos motivos pelo qual algumas câmeras oferecem velocidades super-lentas de obturação, com até 30 segundos de exposição da cena ao sensor. Ao utilizar uma velocidade de exposição menor que 1/60, é quase sempre necessário o uso de um tripé ou alguma outra forma de estabilização.

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Na imagem acima foi utilizada uma velocidade maior de obturação para congelar a cena, que na abaixo a cena foi exposta por um tempo maior ao sensor para que o movimento fosse ressaltado.

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A distância focal também deverá ser considerada ao escolher a velocidade de obturação adequada. Distâncias focais maiores podem acentuar o movimento de eventuais tremidas da câmera, portanto você terá que escolher velocidades maiores de obturação. A “regra” para escolher a combinação certa entre lente e velocidade do obturador é escolher uma velocidade cujo divisor seja maior que a distância focal da lente. Ao utilizar uma lente 50mm, 1/60 provavelmente será a velocidade mínima adequada, enquanto que ao fotografar com uma 200mm essa velocidade passa para 1/250.

Pensar em velocidade de obturação sem considerar abertura e ISO não é uma boa ideia. Ao alterar uma dessas configurações você provavelmente terá que compensar um destes outros ajustes de exposição.

Aprenda a usar o Modo Manual

Se você tem uma câmera profissional ou semi-profissional ajustável e começou a sentir que o modo automático não o está dando os resultados que você gostaria, está na hora de começar a programar manualmente as funções da sua câmera. Mas por onde começar?

Antes de partir para a programação manual das configurações da sua máquina, é essencial que você se sinta confortável com os ajustes automáticos e aprenda com eles. Modos como macro, esportes, fogos e retratos servirão como base para que você use um pouco de tentativa e erro para aprender e desenvolver suas próprias técnicas.

O que você pode aprender das configurações automáticas? No modo esporte, as câmeras vão ajustar maiores velocidades de obturador para congelar movimento, enquanto a abertura é consideravelmente maior que no modo paisagem. Mas por que isso acontece? Lembre-se que quanto menor o número de f-stops, maior será a abertura e consequentemente mais luz será capturada. Como o obturador está capturando a imagem em uma velocidade muito grande, a luz tem pouco tempo para entrar, logo uma abertura maior compensará essa perda.

Se você está usando o modo esporte, mas o obturador ainda não é rápido o suficiente para congelar o momento, você tem a oportunidade perfeita de ajustar a sua câmera manualmente utilizando o que você aprendeu com a configuração de esportes. Comece repetindo as configurações, mas dessa vez aumente um pouco a velocidade do obturador. Com isso você pode ter que ajustar a abertura e o ISO para compensar a menor quantidade de luz que passa pelo obturador. Se quiser saber mais sobre abertura, veja nosso artigo sobre A Importância da Abertura na Fotografia Digital.

Estude as configurações automáticas e entenda o que cada configuração significa. Seguir as configurações automáticas vai aliviar a pressão de não saber por onde começar. Para acelerar e organizar o processo, crie metas de tirar uma determinada quantidade de fotografia por semana/mês e dedique-se a comprí-las.

Fotografando crianças

Todo pai quer fotos de suas crianças para guardar e lembrar dos vários estágios da vida dos filhos. Por mais belas e cheias de significados e valores que possam ser, boas fotografias de crianças podem ser difíceis de conseguir, principalmente quando lidando com crianças muito pequenas. Para te ajudar a superar esses desafios, aqui vão algumas dicas para fotografar crianças como um profissional.

  • 1. Abuse das expressões faciais: Se a criança não for tímida e estiver hiperativa, invente jogos para conseguir tirar as expressões de seus rostos. Crianças muito novas podem não entender todas as expressões, então você pode tentar fazer perguntas que as façam lembrar das expressões. Por exemplo, pergunte “qual o gosto do limão?” e a criança provavelmente fará a careta que faz ao experimentar o sabor azedo da fruta.
  • 2. Mantenha a tranquilidade: Fotografias familiares são mais fáceis de fazer que as de eventos sociais, como casamentos e formaturas. Mantenha as pessoas na foto relaxadas e interagindo umas com as outras para ter imagens mais naturais e verdadeiras.
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  • 3. Com ou sem os pais? Algumas crianças podem se sentir inseguras e tímidas com pessoas ao redor, outras gostam de ter uma audiência para as suas travessuras. Descubra com qual tipo de criança você está lidando e tire proveito disso.
  • 4. Faça fotos divertidas. Crianças não são adultos e não devem ser tratadas como tal. Tente adicionar senso de humor e faça das fotografias uma grande brincadeira.
  • 5. Fotografe além das crianças. Inclua nas fotos os brinquedos e desenhos que definem o ambiente e o contexto onde as crianças vivem. No futuro essas fotos terão valor não só para os pais, mas para as próprias crianças que tentarão relembrar esses momentos.
  • 6. Deixe as crianças se divertirem e as dê espaço. Poucas crianças respondem bem às instruções dos fotógrafos. Ainda que você possa conseguir poses engraçadas, você só conseguirá momentos verdadeiros e bonitos mantendo espaço.

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  • Fotografando pores-do-sol

    Pores-do-sol são, sem dúvida, algumas das mais belas imagens da natureza e merecem serem eternizados em fotografias. Tanto quanto são bonitos, fotografar o pôr-do-sol tem suas dificuldades. Se por um lado você pode ter cores saturadas e estouradas, por outro você pode ter uma fotografia com cores apagadas e imagens granulada.

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    Esse é um dos casos em que o “modo automático” da sua câmera não será de muita ajuda. Para não ter cores “desbotadas” você terá que configurar manualmente algumas coisas. A primeira e mais importante é a compensação de exposição. Utilize um valor negativo, começando de -1. Experimente outros valores, ajustar a sua câmera para compensar as diferenças da iluminação de cada situação pode exigir um pouco de tentativa e erro.

    Para evitar as fotos granuladas, diminua o ISO ao menor possível. O pôr-do-sol normalmente ainda tem luz o suficiente para que você possa usar um ISO mais baixo. Sempre que possível utilize um tripé para maior estabilidade e liberdade de enquadramentos.

    Outra configuração que não pode ser menosprezada será o balanço de brancos. Lembre-se que as cores do pôr-do-sol são quentes, então ainda que não se esteja buscando a maior fidelidade de cores, um balanço de cores que realce muito os tons quentes pode estourar sua imagem. Ainda que a imagem pareça boa no LCD da câmera, você pode descobrir que as cores não ficaram boas em uma tela maior ou na revelação. Encontre um meio-termo entre fidelidade de cores e o resultado esperado.

    Se você ainda quiser fotografar alguém na frente do pôr-do-sol, utilize o flash da câmera. Se ainda assim tudo o que você tiver na imagem for um vulto, chegue mais perto ou tente usar a silhueta de forma criativa.

    Quando for fotografar, chegue cedo e saia só depois que estiver escuro. A iluminação é imprevisível e você pode se surpreender com as mudanças ao longo do tempo.

    Como conseguir um “efeito Lomo” na fotografia digital.

    lc-a.jpgA lomografia é um movimento fotográfico que foge de todas as regras da fotografia tradicional. Qualquer seguidor desse movimento conhece as dez regras de ouro da lomografia, que podem ser resumidas como: Fotografe tudo, não importa como. Alguns puristas, contudo, diriam que só se pode praticar a lomografia com câmeras analógicas, mais especificamente com câmeras Lomo LC-A, equipadas com lentes Minitar que dão um ar surreal às imagens.

    A maioria dos seguidores dirá que a lomografia não é nada mais que tirar boas fotos se divertindo, por isso se você tem uma câmera digital e paciência para editar as fotos no computador, você também pode participar da “lomografia”.

    Como de costume, faremos esse efeito utilizando o Adobe Photoshop, mas você pode fazer isso com virtualmente qualquer editor que te permita editar a imagem em camadas. Pra começar, abra a imagem.

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    Siga os menus: Image > Adjustments > Brightness/Contrast

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    Reduza o contraste ao mínimo e, se necessário, escureça ou clareie a imagem.

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    Há algum tempo fizemos um tutorial sobre como reproduzir o efeito da revelação cruzada, os próximos passos são bem semelhantes. Siga os menus: Image > Adjustments > Curves

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    Alteraremos individualmente as curvas de cada cor. Você pode experimentar outras formas de curvas, mas por enquanto vamos continuar com as formas básicas. Edite o vermelho de tal forma que faça um S bem suave.

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    Repita o formato para os verdes e edite os azuis de acordo com a imagem:

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    Crie uma nova camada pelos menus: Layer > New > Layer

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    Apenas clique OK na caixa que aparecer em seguida.

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    Pressione a tecla G no teclado para selecionar a ferramenta de gradientes. Na barra no topo da tela, certifique-se de ter a seguinte configuração:

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    Agora clique e arraste o mouse na imagem para criar o gradiente. O ideal é que ele esteja aproximadamente centralizado:

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    Na paleta de camadas, selecione a camada do gradiente e altere o Blending Mode de Normal para Soft Light e reduza a opacidade conforme for necessário. Crie outra camada.

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    Selecione o pincel e uma cor que seja similar à iluminação da imagem e risque uma linha torta em qualquer lugar.

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    Selecione então o filtro Liquify.

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    Distorça a linha que havia feito anteriormente para adicionar uma aleatoriedade maior ao efeito.

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    Adicione agora o filtro Motion Blur, seguindo os menus: Filter > Blur > Motion Blur

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    Com um ângulo de 90º, aumente a distância até obter o resultado ideal.

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    Se você seguiu todos os passos até aqui, terá um resultado como o abaixo. Você sempre pode alterar os valores e experimentar ajustes adicionais no contraste e saturação, por exemplo, para obter os resultados que desejar.

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    Macrofotografia

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    Todos já viram alguma fotografia que chega muito perto de um objeto pequeno e detalhes imperceptíveis ao olho nú são revelados na imagem. Texturas, ângulos e cores que passam despercebidos saltam da imagem e oferecem uma imagem muito singular. Essas fotografias são as chamadas macrofotografias, ou simplesmente macro.

    Quando se fala em macro, muita gente acredita que são necessárias câmeras DSLR com lentes objetivas especiais, tubos e foles, mas hoje a maioria das câmeras compactas possuem alguma capacidade de focar em objetos próximos. Um equipamento sofisticado poderá te oferecer mais ferramentas para exercitar sua criatividade, mas se você não tem uma câmera dessas, há algumas dicas que você pode seguir para macrofotografar e treinar os olhos com uma câmera mais simples.

  • Modo Macro – Para muitos isso pode nem ser considerado uma dica, mas o primeiro passo é o obviamente ligar o modo macro da sua câmera. Normalmente o botão que executa essa função é representado por uma florzinha; pressionando-o você dirá para a sua câmera que o objeto que deseja capturar está mais próximo à lente que de costume. A distância mínima de foco varia de câmera para câmera, leia o manual ou experimente ver até onde você consegue focar. Outra alteração que o modo macro executa na câmera é selecionar uma abertura maior, para que o objeto esteja em foco e o fundo não.
  • Use um tripé – Em macrofotografias um tripé pode ser particularmente útil, principalmente se você estiver fotografando com uma câmera compacta. Manter sua câmera parada não só melhora a fotografia por se livrar das tremidas, mas também permite que você teste várias configurações da câmera nas mesmas condições de composição.
  • Abertura – Quando seleciona-se o modo macro, algumas câmeras não permitem que outros ajustes sejam feitos, mas se a sua câmera não for uma dessas e você puder testar como a abertura se comporta, essa é uma função que é particularmente interessante de ser explorada em macrofotografia. A principal função da abertura é alterar a sensação de profundidade da imagem, ou Depth of Field.
  • Focando – Ter alguma forma de controle sobre o foco da fotografia pode ser útil, se a sua câmera permitir que você controle essas configurações no modo macro, ela pode ser fundamental para focar o lugar certo com uma abertura maior.
  • Composição – Lembre-se das regras básicas de composição, como a Regra dos Terços. Mantenha os fundos simples para que não compitam com o objeto de interesse por atenção; uma boa composição guiará os olhos de quem observar a imagem.
  • Flash – Em muitos casos de macrofotografia, alguma forma de iluminação adicional é importante. O desafio com câmeras compactas é que o controle que se tem sobre o flash normalmente é bastante limitado. Em decorrência disso, escolher uma situação com boa iluminação natural pode ser a melhor aposta. A não ser que você tenha algum controle sobre a intensidade do flash, não é recomendável utilizá-lo. Outra opção é tentar usar algum difusor de luz ou refletor para redirecionar a iluminação disponível. Não existe fórmula para obter a melhor iluminação e é difícil generalizar, com o tempo você terá uma boa noção do que funciona e o que não funciona.
  • Literalmente uma fotografia só é macro quando capturada pelo sensor na proporção de 1:1 (tamanho real) ou maior. O termo mais adequado seria “close up”, contudo desde que os fabricantes de câmeras começaram a chamar a função de Macro, o termo já é aceito.

    Não caia nas armadilhas do início

    Em algum momento, todos os fotógrafos já foram amadores. Quando se começa a fotografar é muito fácil ter a impressão que não se tem o equipamento ou a experiência necessária para ser um bom fotógrafo, o que leva muita gente a sentir insegurança e desistir da fotografia.

    Essa é uma lista com as cinco armadílhas em que os fotógrafos amadores caem mais frequentemente e um manual de sobrevivência para superá-las:

  • “Minhas fotos são ruins.” Não é incomum ter a impressão de que as próprias fotos são ruins. Todos começam da mesma forma: sem saber nada. Aprender sobre a própria câmera pode ser um caminho difícil e haverá muitas fotos ruins para cada foto boa que você fizer. Essa é a natureza do aprendizado, a cada nova foto você melhora um pouco. Não caia na armadílha de acreditar que deveria estar conseguindo fotografias perfeitas a curto ou médio prazo.
  • “Meu equipamento não é bom o suficiente.” Equipamento caro e sofisticado não significa que as fotos serão necessariamente melhores. Se você não consegue tirar proveito de todo o potencial da sua câmera, nem a melhor câmera do mundo te ajudará a ter fotos boas. Imagens fantásticas são feitas com todos os tipos de equipamento, o mérito é sempre do fotógrafo.
  • “Estou fazendo tudo errado” Não existem maneiras “erradas” de fotografar. Muitos iniciantes sentem-se inadequados porque não entendem as configurações manuais e não conseguem utilizá-las muito bem. Não caia nessa armadilha! Usar a configuração automática não é uma coisa ruim e é, na verdade, um ótimo lugar para iniciar sua jornada fotográfica. Experimente usar as funções manuais individualmente e só faça a transição quando estiver se sentindo confiante.

    Não existe nenhum motivo para ter medo de fuçar e experimentar com as configurações manuais e, mesmo que você esbarre em algumas fotos horríveis, o botão DELETE sempre estará lá para te salvar.

  • “Eu nunca serei capaz de fotografar como os profissionais.” Lembre-se: os profissionais já foram amadores também. Então ao invés de temê-los como possíveis críticos, utilize-os como inspiração para praticar e crescer. Todos precisam começar em algum lugar, estude e aprenda.
  • “Não posso pagar por programas de edição.” Photoshop e Lightroom podem ainda não estar no seu arsenal e talvez nunca estejam, mas não tema! Existem muitas alternativas e muitas são gratuitas. Pesquise e descubra qual atende melhor às suas necessidades.
  • Não caia nessas armadilhas, elas podem te desanimar e fazer duvidar do seu próprio talento. Não desista! Continue fotografando e veja como você e suas fotografias melhoraram.

    Texto adaptado do original em inglês de Laura Radniecki.

    A importância da abertura na fotografia digital

    Se existe uma técnica na fotografia digital para obter imagens bem definidas que você precisa aprender, é o bom uso da abertura. Sabendo utilizar a abertura da maneira correta, você terá controle total da imagem e liberdade criativa sobre diversos fatores.

    Na fotografia digital existem várias medidas de controle de luz, como ISO, velocidade do obturador e abertura. O mais importante ao começar a fotografar é entender o funcionamento da abertura e como ela controla vários aspectos da fotografia digital.

    Como você já deve saber, as imagens da fotografia digital dependem fundamentalmente da quantidade de luz que alcança o sensor. A abertura, medida na unidade F, é importante para designar quanta luz a câmera receberá. A unidade é definida por uma fração de f/x, portanto quanto maior for o número x, menor será a abertura. Uma abertura de f/8 é muito menor que f/2, por exemplo.

    Uma abertura maior permitirá que mais luz chegue ao sensor e com isso você tem a possibilidade de utilizar uma maior velocidade do obturador para obter a mesma quantidade de luz em um menor espaço de tempo. Isso é especialmente útil em situações de baixa luminosidade e movimento rápido, como em alguns esportes ou fotografando cachoeiras ao final da tarde. Aumentando a abertura você tem a chance de congelar um movimento no tempo e a câmera sequer terá tempo para pensar em tremer. Se feito corretamente, você terá imagens definidas e sem qualquer borrão.

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    É importante notar também que você também terá uma profundidade muito mais definida. Isso desfocará o fundo, dando muito mais definição e importância ao objeto fotografado no primeiro plano. Esse efeito tem uma ótima relação com retratos.

    Por outro lado, uma abertura menor nas suas fotografias te proporcionará a oportunidade de usar uma velocidade menor com o obturador. Uma vez que a luz que chega ao sensor diminui, o obturador precisará responder de acordo.

    Uma abertura menor aumenta o alcance do foco, o que resultará em planos de fundo com maior definição. Qualquer dificuldade que você possa vir a ter com luzes e movimentos provavelmente podem ser corrigidas com a abertura correta.

    Um bom controle de abertura é difícil de ser encontrado nas câmeras mais simples, estando disponível normalmente nas DSLRs.